terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Promoção de passagens

Imagine que acaba de chegar até você a notícia de uma promoção de passagem aérea.

O lugar que você tanto gostaria de conhecer, por apenas R$ 50,00, já inclusos taxa de embarque.

Qual seria o lugar da sua escolha?

Não perca esta chance! Arrume as malas e embarque agora!

 
* * *


Eu posso te levar
Pelo mundo inteiro
Usando a imaginação nós vamos a qualquer lugar.

Basta você me abrir
E descobrir em minhas letras
Que mesmo sentados podemos viajar.

Imagine passear nas estrelas
Imagine conhecer os heróis
Vamos juntos abraçar a natureza.

Ir bem longe e voltar logo após
O sol nascer, a lua brilhar
A chuva cair, o céu clarear.

(O Livro - Ricardo Ribeiro - CD A bola do Tempo)

* * *

Semana passada tive o prazer de retomar o contato com o Ricardo Ribeiro, um grande artista da Paraíba, que atualmente reside em Curitiba. (Xará, as crianças sentem falta do seu olhar de compositor para elas!).

E com o contato, relembrei da canção acima, e como o livro nos faz viajar sem sair do lugar.

Então segue meu presente de Natal para os leitores do blog, em versões PDF, Epub, e Mobi.


Nas palavras da amiga Elis, na resenha que fez no site da Amazon: "o livro é uma viagem... viagem interior... à medida que lemos, remexemos no baú de memórias e reencontramos verdadeiros tesouros".

Então, boa viagem!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Qual o tamanho do amor?

"Alguém já lhe perguntou:
O que é o amor?
E você já sabe responder?
Então responde ai que eu quero ver".

A canção acima é o refrão da música "O que é o amor", de Ricardo Ribeiro.
Como nessa semana o amor está no ar, vamos as suas mais variadas expressões.

* * *

Tia Rachel, num rompante de gratidão, faz sua "avant premiere" de "Deus me fez assim 2".

Quem não conhece, aqui tem como foi o primeiro livro.

Com sérias restrições orçamentárias na parte gráfica dessa vez (thanks Pezão), a tarde foi super agradável, com performance ao vivo, e agradecimentos emocionados, pura expressão do amor. Assim que lançarmos, divulgamos aqui, e teremos exemplares digitais.


* * *

Ontem, aniversário de meu tio Leandro, Ramon Botelho fez das mais lindas declarações de amor que já vi. Ramon, nós te amamos! E ao eterno Naninho, todo boato do mundo!

Ouvi risadas deliciosas, especialmente uma vindo do éter e dizendo: "cocota sim!". Amor que não tem fim.

* * *


Era hora de ir para a cama e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai.
Depois de ter certeza de que o papai coelho estava ouvindo, o coelhinho disse: Adivinha o quanto eu te amo!
Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar. - Respondeu o coelho pai.
Tudo isto. - Disse o coelhinho, esticando os braços o mais que podia.
Só que o coelho pai tinha os braços mais compridos, e disse: E eu te amo tudo isto!
Hum,isso é um bocado, pensou o coelhinho.
Eu te amo toda a minha a altura. - Disse o coelhinho.
E eu te amo toda a minha altura. - Disse o coelho pai.
Puxa,isso é bem alto, pensou o coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim.
Então o coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça apoiando as patinhas na árvore, e gritou: Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés, papai!
E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés. - Disse o coelho pai balançando o filho no ar.
Eu te amo toda a altura do meu pulo! -  Riu o coelhinho saltando de um lado para outro.
E eu te amo toda a altura do meu pulo. - Riu também o coelho pai, e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.
Isso é que é saltar! - Pensou o coelhinho. Bem que eu gostaria de pular assim.
Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio. - Gritou o coelhinho.
Eu te amo até depois do rio, até as colinas. - Disse o coelho pai.
É uma bela distância, pensou o coelhinho. Mas, àquela altura já estava sonolento demais para continuar pensando.
Então, ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite e concluiu: Nada podia ser maior que o céu.
Eu te amo até a lua! - Disse ele, e fechou os olhos.
Puxa, isso é longe - falou o papai coelho - longe mesmo!
O coelho pai deitou o coelhinho na sua caminha de folhas, inclinou-se e lhe deu um beijo de boa-noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo: Eu te amo até a lua... Ida e volta!
* * *
E você, já disputou alguma vez com seu filho quem gosta mais um do outro?
Geralmente as disputas são em torno de questões como quem joga futebol melhor, quem corre mais, quem vence mais etapas no vídeo game, quem coleciona mais troféus, etc.
A vida atarefada, o corre-corre, os inúmeros compromissos, por vezes nos afastam das coisas simples, como sentar na cama ao lado do filho e lhe contar uma história, enquanto o sono não vem.
Acariciar-lhe os cabelos, segurar suas mãozinhas, fazer-lhe companhia para que se sinta seguro.
Deitar-se, sem pressa, ao seu lado quando ele vai para a cama, falar-lhe das coisas boas, ouvir com ele uma melodia suave para espantar os medos que, tantas vezes, ele não confessa.
Falar-lhe do afeto que sentimos por ele, do quanto ele é importante em nossa vida. Dizer-lhe que um anjo bom vela seu sono e que Deus cuida de todos nós.
E se você pensa que isso não é importante, talvez tenha esquecido das muitas vezes que arranjou uma boa desculpa para se aconchegar ao lado do pai ou da mãe, nas noites de temporal...
* * *
Se, às vezes, é difícil se aproximar de um filho rebelde, considere que a sua rebeldia pode ser, simplesmente, um apelo desajeitado de alguém que precisa apenas de um colo seguro e um abraço de ternura.

Fonte: momento.com.br


* * *
E hoje é o niver dele, a referência de grandeza para minhas filhas...elas brincavam como o coelhinho, dizendo:

Te amo, tio Flávio com mãos para o alto,
Te amo, tio Flávio com mãos para o alto e de salto alto,
Te amo, tio Flávio na serra do sambê,
Te amo, tio Flávio no cristo redendor,
Te amo, tio Flávio na lua...

Tio Flávio, continue esse menino levado, que faz arte e inventa moda. Parabéns por mais um níver!



* * *

Meus pais completam uma maratona de amor hoje, 42 anos!! Muito exemplo de amor!

E o que é o amor? Já sabe responder? Então responde ai que eu quero ver.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Não dá pra segurar

E nem foi há tanto tempo assim, nem foi numa galáxia distante...

Falamos de música tem pouco tempo, lembra? Veja aqui.

Mudou algo de lá para cá? Ou continuamos desatentos nas letras das músicas?

Vamos tentar mais uma vez?

Uma música que eu adoro da banda IRA!, vida passageira, e que é desconhecida da maioria das pessoas.

Certamente todos já passaram por essa situação. E sempre que ouço essa canção, lembro de amigos especiais.

Então vamos lá:

- Ouça;
- Preste atenção na mensagem;
- Curta as lembranças;
- Se desejar, deixe algo registrado aqui;




PS: viu como músicas transmitem mensagens? Estejamos mais atentos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O agradecimento do português

Pensou em algo d'além-mar?

Manoel ou Joaquim?

Quase isso...

Foi o António.


* * *


Provavelmente você não se lembra do que almoçou há um mês, no dia primeiro de novembro.

Mas certamente não esqueceu o nome do profissional que lhe alfabetizou, e de tantos outros professores fantásticos que passaram por sua vida. Sabe por quê?

Por que essa profissão é mágica! Semana passada recebi a mensagem abaixo de um desses professores. E eis a magia dessa profissão... O professor fica para sempre vinculado ao coração do seu aluno e vice-versa.

Por ocasião da conclusão de um trabalho na escola que dirige, ela enviou o vídeo abaixo para todos os profissionais que participaram do projeto.


Transcrevo o texto:

“Se me derem mais dois minutos, explico-vos o que eu quero dizer com a palavra agradeço. Há uns meses atrás estavas eu em Brasília a preparar a aula magna da Universidade de Brasília e vinha-me à cabeça que queria agradecer aos colegas brasileiros tudo o que me têm dado, e tem sido muito. E vinha-me à cabeça o Tratado sobre Gratidão de São Tomás de Aquino. Todos aqui saberão que o Tratado da Gratidão de São Tomás de Aquino tem três níveis de gratidão: um nível superficial, um nível intermédio e um nível mais profundo.

O nível superficial é o nível do reconhecimento, do reconhecimento intelectual, do nível cerebral, do nível cognitivo do reconhecimento. O segundo nível é o nível do agradecimento, do dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós. E o terceiro nível mais profundo do agradecimento é o nível do vínculo, é o nível do sentirmos vinculados e comprometidos com essas pessoas.

E de repente descobri uma coisa na qual eu nunca tinha pensado, que em inglês ou em alemão se agradece no nível mais superficial da gratidão. Quando se diz “thank you” ou quando se diz “zu danken” estamos a agradecer no plano intelectual.

Que na maior parte das outras línguas europeias, quando se agradece, agradece-se no nível intermediário da gratidão. Quando se diz “merci” em francês, quer dizer dar uma mercê, dar uma graça. Eu dou-lhe uma mercê, estou-lhe grato, dou-lhe uma mercê por aquilo que me trouxe, por aquilo que me deu. Ou “gracias” em espanhol, ou “grazie” em italiano. Dou-lhe uma graça por aquilo que me deu e é nesse sentido que eu lhe agradeço, é nesse sentido que eu lhe estou grato.

E que só em português, que eu conheço, que eu saiba, é que se agradece com o terceiro nível, o terceiro nível, o nível mais profundo do tratado da gratidão. Nós dizemos “obrigado”. E obrigado quer dizer isso mesmo. Fico-vos obrigado. Fico obrigado perante vós. Fico vinculado perante vós. Fico-vos comprometido a um diálogo, agradecendo-vos o vosso convite, agradecendo-vos a vossa atenção. Fico obrigado, vinculado, a continuar este diálogo e a poder contribuir, na medida das minhas possibilidades, para os vossos projetos, para os vossos trabalhos, para as vossas reflexões, para o vosso diálogo. É esse diálogo que quero e é nesse preciso sentido que eu vos digo: muito obrigado”.

* * *

Não conhecia o tratado da gratidão de São Tomás de Aquino, e após o vídeo fiquei curioso em conhecê-lo. E, após sua leitura, como a desenrolar um novelo de lã, a lembrança de um outro texto saiu da memória.

A jornalista e escritora mineira Leila Ferreira, no seu livro "A arte de ser leve", conta sobre o problema do encolhimento do vocabulário da delicadeza, trazendo pensamentos do filósofo Renato Janine Ribeiro, sobre a estranha substituição do "obrigado" por "valeu".

"Dizer 'obrigado' significa que você se sente com obrigação em face da pessoa que lhe prestou um favor - isto é, ela fez algo que não tinha obrigação de fazer. Diante de uma dádiva, você afirma que se sente seu devedor e que procurará retribuir o presente - geralmente algo imaterial, sutil, como deixá-la passar à sua frente. Mas, quando você responde 'valeu', as coisas se invertem. Você diz ao outro que ele, o doador gratuito, cumpriu a obrigação, isto é, que o ato dele teve valor, mas nada mais além disso."

Esse livro da Leila foi das agradáveis surpresas literárias de 2015, dê uma chance a ela! Não vai se arrepender.

E se quiser conhecer o valor de um "muito obrigado", leia o interessante texto desse link.

E a todos vocês que passam semanalmente por aqui, deixando um pouco de si, levando um pouco de mim, e especialmente a Cristina, minha querida professora que foi inspiração desse texto, o meu "muito obrigado".


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Em seu lugar

Um ancião que estava para morrer procurou um jovem e narrou uma história de heroísmo:

Durante a guerra, ajudou um homem a fugir. Deu-lhe abrigo, alimento e proteção.

Quando já estavam chegando a um lugar seguro, esse homem decidiu traí-lo e entregá-lo ao inimigo.

E como você escapou? – Perguntou o jovem.

Não escapei. Eu sou o outro, sou aquele que traiu. – Diz o velho. Mas, ao contar esta história como se fosse o herói, posso compreender tudo o que ele fez por mim.

* * *

Você saberia o significado de empatia?

Segundo o dicionário Aurélio, empatia é a tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

Possivelmente, já devemos ter relatado uma experiência a outra pessoa, que nos respondeu assim: É... deve ter sido difícil para você...

Ao se colocar na posição do outro, tudo pode se modifica. E temos feito esse exercício?

A empatia nos torna menos orgulhosos e egoístas, pois faz com que pensemos não só em nossos pontos de vista, em como estamos nos sentindo, mas também na vida alheia, no que se passa no íntimo de alguém.

Existe um termo nos países de língua inglesa que retrata bem a empatia: "colocar seus pés nos sapatos dos outros" (in your shoes). Já experimentou calçar um sapato apertado de outra pessoa e sentir onde aperta seu calo?

Em tempo, existe um filme chamado "in her shoes", traduzido no Brasil como "em seu lugar". Assista, e coloque-se na posição dos personagens.

Se quer fazer a mesma atividade através de um livro, leia "o segredo do meu marido", e siga também analisando as atitudes de cada personagem, e se colocando na posição de cada um deles.

A empatia nos torna mais humanos, mais próximos da realidade do outro, de suas dificuldades e de seu caminho. Passamos a analisar a vida através de outros pontos de vista, de outros ângulos e, assim, nos tornamos mais sábios, mais maduros.

* * *

Quem será que nunca ouviu: Fazei aos homens tudo o que desejai que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas (Mateus 7:12)

Há mais de 2000 anos aprendemos a lição da empatia, de nos colocarmos na posição do outro.

Mas como diz o poeta, "a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender".

Precisamos praticar mais.


Fonte: www.momento.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Buscar o sim

A gente se acomoda,
A gente se acostuma,
A gente procastina,
A gente não se arruma,
Até quando conseguiremos?
viver assim é o que queremos?
Contentar-se com coisa alguma.

* * *

Há tempos não fazia uma septilha.
Saudades dos amigos cordelistas...

* * *

Tem uma frase de um amigo que gosto muito. Sempre muito agitado, correndo atrás dos sonhos, um batalhador incansável. Ele diz:
"Cara, o não está garantido, vamos buscar o sim".

E quantos estamos dispostos a buscar o sim?

É simples demais, mas requer mudança de atitude.

Por que ter medo de ganhar um não? Se não fizermos nada, a resposta já é essa mesma!

Precisamos mais de sim. Sair da zona de conforto. Arriscar um pouco mais.

Lembrei de um texto, trabalhado em sala de aula há 25 anos. Sim, coisas boas são inesquecíveis.

Oficina de leitura da Tia Zulma. O texto é de 1972, e continua muito atual.

* * *
Eu sei, mas não devia (Marina Colasanti)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

* * *
Como diz Gilberto Gil: "a gente quer mu-dança".

(Inspirado em Raina, que tinha o não como resposta e foi buscar o sim, e conseguiu).

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vitória épica

Esse título lhe é familiar?

Fez a ligação com algum jogo online?

Saberia dizer o que está por trás do sucesso de projetos como Duolingo e Khan Academy?

Uma teoria chamada gamification.
* * *

Você conhece alguém que passa muitos horas jogando algo online? Faz ideia da quantidade de horas por semana?

Os números impressionam...

Um estudo americano mostrou que se gasta em torno de 3 bilhões de horas por semana em jogos online.

Em um ano, esse tempo seria equivalente a 5,93 milhões de anos.

Para termos uma ideia, há 5,93 milhões de anos, nosso primeiro ancestral primata ficou de pé.

Até os 21 anos, um jovem de hoje terá gasto 10.000 horas em jogos online. Da 5ª série até a faculdade, ele estuda cerca de 10.080 horas, se for um aluno assíduo. Então temos ai uma formação paralela em jogos, equivalente ao tempo que se leva na escola.

Uma outra teoria diz que 10.000 horas seria o tempo suficiente para você se tornar virtuoso em qualquer área do conhecimento. E no que esses jovens estão se tornando virtuosos?

* * *

Somos melhores nos jogos do que na vida?

Por que nos jogos nunca somos um fracasso? Nunca desistimos, e a derrota não nos abala? Ganhamos nova vida e vamos em frente.

Existe gente boa trabalhando nisso, no aproveitamento desse tempo que os jovens passam online.

Ai está o Duolingo, e Khan Academy. E tantos outros que estão por vir.

Se os números e as informações te chamaram a atenção, veja o que Jane McGonigal tem a lhe dizer:

"Jogando por um mundo melhor"

E vamos em busca da vitória épica!